translator

sábado, 12 de setembro de 2015

Os Espig no Recenseamento Rural do Brazil de 1920


Em 1920, o governo brasileiro efetuou o primeiro recenseamento rural do Brasil, percorrendo todas as picadas e listando o nome dos proprietários. Essas informações estão disponíveis online e dão uma boa ajuda nas pesquisas, pois é possivel ver onde os Espig já tinham se espalhado, tanto no RS como em SC.


  • Guilherme Espich, filho de Carl Friedrich Espig, em Marques de Souza RS, Linha Orlando
  • Henrique Espig, filho de Carl Robert Espig, em Passo Fundo RS, Rio do peixe
  • Joao Espig, filho de Carl Robert Espig, em Passo Fundo RS, Rio do peixe
  • Hilberto Espig, filho de Carl Robert Espig, em Passo Fundo RS, Rio do peixe
  • Miguel Espig, filho de Carl Robert Espig , em Passo Fundo RS, Rio do peixe
  • Pedro Espig, filho de Carl Robert Espig, em Passo Fundo RS , Rio do peixe
  • Gustavo Espig, filho de ? , em Sao Sebastiao do Caí RS, Linha Gonçalves Dias
  • Carlos Espig, filho de Carl Robert Espig, em Taquara RS, Varzea Grande
  • Felipe Esbig, filho de Carl Robert Espig, em São Leopoldo RS, Padre Eterno
  • Ernesto Espig, filho de August Espig, em Itajaí SC, Ribeirão Maximo
  • Miguel Espig,  filho de Ernesto Espig, em Itajaí SC, Ribeirão Maximo

Importante mencionar que apenas os proprietários de áreas rurais foram listados no recenseamento. Os filhos, esposas e outros moradores não estão mencionados. Como o recenseamento foi rural, quem morava no centro de cidades também não foi listado.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Os Espich no Vale do Taquarí

  Toda minha familia por parte de pai é do Vale do Taquarí, mais especificamente de Marques de Souza e Travesseiro. Foi por alí que comecei minhas pesquisas das raízes e foi por alí que concluí tambem.

  Sabia pela certidão de nascimento do meu avô Arvin que seu pai se chamava Guilherme e seu avô Carlos. Porém na certidão dizia que meu avô nascera em Venâncio Aires, 50km dalí. Mas como vieram parar em Marques?? Será que o Guilherme se mudou para alí? Ou foi seu pai Carlos??

  Tinha varias perguntas como essas que foram aos poucos respondidas. Primeiro começo sobre o Carlos, ou mais precisamente, Carl Friedrich Espig.

  O Carlos foi o único filho do Carl Ferdinand Espig que se mudou para o Vale do Taquarí, mais precisamente para Lajeado, então Conventos. Não sei precisamente quando isto aconteceu mas creio que foi entre 1875 e 1880.


  O casamento do Carl Friedrich Espig com a Anna Maria Glanzmann ocorreu em 1863, em Picada Café. É de notar que o Carlos tinha 26 anos enquanto a Anna tinha apenas 14 anos, creio que ou era comum na época ou então "algo" aconteceu. No registro de casamento diz que eles moravam na Linha Olinda, mesmo lugar que seu pai, provavelmente moravam com eles.

  Ainda em Nova Petrópolis, encontrei o nascimento da filha deles, Wilhelmina Espich em 1869, e depois, do meu bisavô Wilhelm em 1872:



Nesse registro da pra notar que o pastor decidiu mudar o nosso sobrenome. Assim os Espig do Vale do Taquarí viraram Espich. 

A história do Wilhelm é ainda desconhecido para mim. A única coisa que sei dele é que ele era pedreiro, casou com Wilhelmina Gross e morou por muitos anos entre Venâncio Aires e Lajeado. Isso até 1918, quando ele se mudou para Marques de Souza, onde se fixou na Linha Orlando junto com sua familia. Ele teve seus filhos todos nascidos em Venâncio Aires. Graças a ajuda da Pâmela Espich de Marques de Souza, conseguimos coletar dados dos seguintes filhos:

  • Carlos Espich, 1900-1971
  • Ella Esbich, 1906-1924
  • Leopoldo Espich,
  • Paulina Espich
  • Edwin Espich, 1913-1981
  • Arvin Spich, 1913-1963

Creio que o Wilhelm teve ainda outros filhos, mas não tenho informações completas ainda.

Encontrei também no Portal do Vale do Taquarí esse artigo sobre a Linha Tigrinho onde menciona o Wilhelm:
Os primeiros moradores eram ligados à Comunidade Missouri, de Tigrinho, e o primeiro pastor foi Walter Mummelthey, que atendia a comunidade a cavalo realizando os cultos nas casas de família. Mesmo com inúmeras dificuldades, a população se reuniu e, em assembléia promovida em 29 de agosto de 1919, na residência de João Stacke, foi dado o início de um movimento para a construção de uma igreja em terras doadas por Eduard Conrad. Wilhelm Espich foi o construtor contratado. Dezesseis famílias passaram a se integrar à Igreja  Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e, em 22 de maio de 1920, era inaugurada a primeira capela da comunidade. Aatual igreja foi construída em 1968.


Ainda nos registros evangelicos de Picada Vinagre, encontrei o registro de falecimento do Wilhelm, em 1930:




  Mas o Wilhelm não foi o pioneiro dos Espich na area. Muito antes, em 1888 o seu irmão mais velho Carl/Carlos casava com Henriette Bernstein em Forquetinha. Ele era carpinteiro, nascido em 1868 em Nova Petropolis, assim como sua esposa Henriette. Ele estabeleceu-se na Linha Atalho, onde encontrei os registros dos seguintes filhos:
  • Josefina, 1889-1940
  • Paulina, 1890-1973
  • Carl Heinrich, 1892
  • Olga, 1893
  • Hermann, 1897
  • Leopoldine, 1899
  Porém no recenseamento de 1920 não se encontra mais nenhuma informação do Carl e de seus filhos pela região. Creio que eles devem ter emigrado para outra parte do estado.

Quanto ao pai deles, o Carl Friedrich Espig, não tenho conhecimento do seu paradeiro. O que sei é que sua esposa Anna Maria teve um filho batisado em 1885 em Lajeado com outro esposo, Felippe Trommershauser. 

  No entanto, no registro do meu avô em 1913, constava que seus avôs paternos eram Carlos e Maria, ela ja falecida, e ele residente em São Francisco de Assis. Ali em São Francisco o seu irmão Ernesto se estabeleceu muitos anos atrás. Creio que o Carlos e a Anna se separaram e ele foi parar na cidade do seu irmão, no interior do estado.

Mais sobre o Carl Ferdinand Espig

  Continuando minhas pesquisas, consegui finalmente obter os livros evangelicos da igreja de Nova Petrópolis. Sabendo que o Carl Ferdinand Espig se estabeleceu ali em 1858, minha idéia era encontrar pistas do seu paradeiro e de seus filhos.

  O microfilme feito pela igreja dos mormons é realmente muito extenso, tem milhares de paginas sendo centenas delas muito dificil de ler. Mesmo assim, tentei prestar atenção se encontrava qualquer registro de nascimento, casamento ou falecimento de algum Espig/Espich/Etc :)

  O primeiro documento que achei foi do casamento do meu tataravo Carl Friedrich Espig, em 1863. Ele com 26 anos e a noiva Anna Maria Glanzmann com 14 anos apenas, não sei se isso era comum na época:



  Depois em 1869 encontrei uma das filhas do Carl Friedrich Espig, a Barbara Wilhelmina, e finalmente em 1872, encontrei o registro de nascimento do meu bisavô Wilhelm, não para meu espanto, registrado como "Wilhelm Espich". Mais detalhes vou colocar num post só sobre ele. Porém, dalí em diante não encontrei mais nada dos Espig, nem nascimento nem casamento nem falecimento. Até quando cheguei no ano de 1892 quando encontrei esse registro:




  Esse é o registro de falecimento da Auguste Wilhelmine Neubert, esposa do Carl Ferdinand Espig. A tradução do registro é mais ou menos isso:


Augusta Espig, nascida Neubert, em 22 de dezembro de 1813, em Chemnitz, Saxônia, casada em 26 de outubro de 1834 com Carl Espig, e que com ele casado por 61 anos, teve 15 filhos dos quais 5 ainda vivem. No ano de 1858 imigrou para o Brasil, onde estabeleceu-se na Linha Olinda, e em 17 de Junho de 1892, com 79 anos, 6 meses e 24 dias, faleceu deixando 5 filhos, 34 netos e 24 bisnetos. Ela foi enterrada no cemiterio da Linha Olinda

  Achei incrivel as informações contidas nesse registro, dizia não só os dados do falecimento, mas praticamente um resumo da vida dela, falando de casamento, imigração e seu legado. 

  Para minha surpresa, 5 registros depois desse, encontrei isto:




  Esse é o registro de falecimento do Carl Ferdinand Espig, que faleceu 5 meses depois de sua esposa. A tradução do registro é mais ou menos isso:


Carl Ferdinand Espig, nascido em 22 de março de 1812, em Chemnitz, Saxônia, casado em 26 de outubro de 1834 com Auguste, nascida Neubert, e que com ela casado por 61 anos, teve 15 filhos dos quais 5 ainda vivem. No ano de 1858 imigrou com a familia para o Brasil, onde estabeleceu-se na Linha Olinda, e em 25 de Novembro de 1892, com 80 anos, 8 meses e 2 dias, faleceu deixando 5 filhos, 33 netos e 28 bisnetos. Ele foi enterrado no cemiterio da Linha Olinda.

  Com esses 2 registros, agora sabemos que o nosso tataravô vindo da Alemanha, estabeleceu-se ali em Nova petrópolis em 1858 e viveu alí até falecer na Linha Olinda. Eles nunca se mudaram dalí, porém todos os seus filhos acabaram em outras cidades. Mais ainda: deixou 5 filhos ainda vivos, já que 9 faleceram ainda crianças na Alemanha...talvez o motivo que decidiram vir para o Brasil.... alem disso, 33 netos e 28 bisnetos quando ele faleceu, muitos mais ainda estariam por vir...

  Para concluir, ele faleceu exatamente 5 meses depois da sua amada companheira fiel falecer, depois de 61 anos de casado. Não sei o motivo do falecimento dos dois, mas prefiro acreditar na historia romantica do marido que perdeu o amor de sua vida na sua velhice e foi logo em seguida encontrar-la em um outro plano.



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

15 Gerações Atrás

Prezados primos e primas,

No meu ultimo post, comentei sobre o pai do Carl Ferdinand Espig. O meu amigo Stefan descobrira que ele nascera em Hohenstein, mas seu pai Christian era de outro lugar.

Após uma pesquisa extensiva por parte do Stefan, finalmente ele encontrou o elo entre nossas familias. Ele descobriu que o Christian Espig nasceu ali perto no vilarejo de Lauter e, dalí em diante, foi possivel traçar 15 gerações paternas a partir de mim:


  1. Eu (Porto Alegre)
  2. Meu pai Romeu (1943, Arroio do Meio)
  3. Arvin Spich (1913, Venancio Aires)
  4. Wilhelm Espich (1872, Nova Petropolis)
  5. Carl Friedrich Espig (1837, Chemnitz)
  6. Carl Ferdinand Espig (1812, Chemnitz)
  7. Carl Friedrich Espig (1877, Hohenstein)
  8. Christian Espig (1739, Lauter)
  9. Christian Espig (1694, Lauter)
  10. Christian Espig (1656, Lauter)
  11. Balthasar Espig (1627, Lauter)
  12. Michael Espig (1592, Lauter)
  13. Michael Espig (1561, Zschorlau)
  14. Lorenz Espig (1540, Bockau)
  15. Hans Espig (1515, Bockau)

Tanto Lauter, Zschorlau e Bockau são vilarejos ao sul de Chemnitz nas montanhas Erzgebirge. Alí, segundo as pesquisas do Stefan, é o ninho dos Espig e como não podia ser diferente, de nossos ancestrais...



Lauter, durante o inverno:


Mais uma vez, gostaria de agradecer imensamente ao Stefan, nosso primo de "nono grau", pelas pesquisas que ele fez e a dedicação em fazer a genealogia da nossa familia.

sábado, 15 de agosto de 2015

Antes de Carl Ferdinand Espig

Salve parentes e primos!

Dos documentos que achei descobri que o imigrante Carl Ferdinand Espig nascera em Chemnitz. Mas sabendo que o ninho dos Espig não é Chemnitz, acreditava que o seu pai não era nascido alí.

Mais uma vez contando com a ajuda do Stefan, ele descobriu as origens dos pais do Carl Ferdinand. Assim como meu trisavô Carl Friedrich Espig, o meu pentavô também se chamava Carl Friedrich Espig. Ele era natural de Hohenstein:


  • Nome: Carl Friedrich ESPIG
    • Batismo: 02.05.1777 em Hohenstein 
    • Profissão: 1801 em Chemnitz: Zeug- & Leineweber (tecelão)
    • Nascimento: 30.04.1777 em Hohenstein
    • Casamento: 20.09.1801 na Johanniskirche em Chemnitz
    • Morte: Chemnitz
    • Pai: Mstr. Christian ESPIG
    • Mãe: ?
  • Esposa: Rosina Kohlschmidt
    • Nascimento: em 1780 in Chemnitz [09111]
    • Pai: Johann Wilhelm KOHLSCHMIDT
Hohenstein é uma cidade que fica a oeste de Chemnitz. Hoje em dia é chamado Hohenstein-Ernsthal após os dois vilarejos se unirem na mesma cidade.



Para os amantes de velocidade, Hohenstein é mundialmente famosa por ser a cidade da Moto GP na Alemanha. Alí é situado o "Sachsenring", o circuito utilizado há anos nas temporadas de Moto GP onde a cidade é invadida por peregrinos de duas rodas


Alem disso, Hohenstein é conhecida por ser a cidade natal do escritor Karl May, famoso escritor alemão.

Agora, onde nascera o seu pai, Christian Espig???



sexta-feira, 3 de julho de 2015

De Chemnitz para Nova Petropolis

Com certeza foi um longo caminho partir de Chemnitz para o Brasil. As únicas informações que encontrei foi o registro de embarque no porto de Hamburg e o registro de entrada no porto de Rio Grande. Só entre Hamburg e Porto Alegre foram mais de 2 meses de viagem, creio que entre Chemnitz e Nova Petrópolis demorou no total quase 4 meses...

Consegui essa imagem no ancestry.com, onde consta o nome do Carl Espig e sua familia, alí no cantinho esquerdo. Ali consta que ele era um tecelão (Weber) de Chemnitz, constando tambem a idade de cada um. A partida de Hamburg foi em 01/06/1858



  Já no Brasil, nos registros de imigração do Arquivo Historico do RS, encontrei nos dados do arquivo C333 a entrada da família no porto de POA, provenientes do porto de Rio Grande a bordo do vapor Continentista e foi no dia 18/08/1858. O destino da família foi a colônia de Nova Petrópolis.

A relação da familia consta assim:
ESPIG, Carlos, 46, cas., prot.; pruss.;
Augusta, 44, cas. (na lista original, Wilhelmine);
Amalia, 26; 
Carlos, 21; ( na lista original consta como Friedrich!)
Inez, 15; 
Roberto, 11; 
Ernesto, 7; (tambem, na original consta como Friedrich!)
Frederico, % de ano (tambem, no original aparece como August!)

   Da pra notar que os nomes compostos foram usados de maneiras distintas em Hamburg e no Brasil ( Auguste Wilhelmine > Augusta, Amalie Bertha > Amalia, Carl Friedrich > Carlos, Amalie Ignes > Inez, Ernest Friedrich > Ernesto, August Friedrich > Frederico), parecia ser uma tradição da familia colocar um Fritz ali no meio do nome hehe. 

A família Espig chegou em 08/1858 e teve como destino a colônia Nova Petrópolis, recém criada. O Carl Espig tinha lote nr. 11, na Linha Olinda onde quitou o pagamento em 1879.

domingo, 12 de abril de 2015

A origem dos Espig na Alemanha


Há muitos anos atrás, o nosso parente de longe Stefan Espig criou o arquivo da familia Espig, onde ele reuniu muitas informações genealógicas, desde brasões, linhagens, origens e histórias da familia. A página é em alemão mas o Google ajuda na tradução pra portugues:



Das muitas informações alí, fala sobre a origem do nome Espig que é incerta. 
Uma das possiveis origens diz que o nome Espig vem de "Espan", que significa "lugar que serve de pasto". Assim os moradores da vila do pasto foram chamados de "Espig". Isso é suportado pela geografia da região, onde há vários bosques coberto com prados na alta e baixa saxônia, onde há outras cidade chamada "Aue", que se traduz como "várzea".

Mas a palavra "Espen" por outro lado se refere a uma árvore muito conhecida na europa, o Álamo (Populus tremula). Com isso, o nome "Espig" pode ser derivado de pessoas relacionadas ao povo dos bosques de àlamo.



O sobrenome Espig/Espich foi mencionado pela primeira vez em 1431, como habitantes das montanhas Erzgebirge, na fronteira com a atual Republica Tcheca. O sobrenome também é mencionado em 1462 nos registros "Liber benefactorum" do mosteiro franciscano de Zwickau.


Um registro de brasão foi feito por Michael, o primogênito, Espig (Espich), que viveu de 1567 a 1634 em Lauter. Era juíz e proprietário de terras em Lauter, filho de Lorenz Espich, senhorio de Bockau.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Segunda Geração: August Espig


Dos filhos do Carl Ferdinand, o August é o maior enigma.  Na lista do navio de 1858 aparece um August com 7 meses, com um comentario "bebê" do lado... até aí tudo bem...

A questão é que esse bebê não aparece em nenhum outro registro depois no RS, nem como falecido nem como padrinho de nenhum outro Espig...


Por outro lado, em Santa Catarina na cidade de Luis Alves, por volta do fim do século XIX temos registros de vários Espig alí registrados, todos netos de August Espig, filho de Carl Espig e Augusta Neubert; e Ernestina/Guilhermina Schubert.

O Cesar fuçou todos os registros de Luis Alves, achou o óbito tanto do Augusto quanto da esposa e filhos por lá. É declarado que ele faleceu em 1904 com 70 anos. Isso coloca ele como nascido em 1834...  Porém em Chemnitz, o Stefan não achou registros de nenhum August filho desse casal por essas datas...


Creio que datas estão incorretas,de qualquer maneira temos uma historia mal contada aí que creio que alguem vai responder um dia esse mistério... mas vamos aos fatos, eis os Espig de Santa Catarina:






Segunda Geração: As filhasde Carl Ferdinand Espig


O Carl Ferdinand Espig chegou no Brasil com duas filhas Amalia, a Bertha e a Agnes.

A unica coisa que encontrei delas são os registros de casamentos das duas, ambos na Picada 48:



17/10/1858 Johann Andreas Colling, filho de Daniel Colling e Magdalena Derdinger, falecida, natural de Saarlouis, c.c. Amalia Agnes Espig, filha de Carl Ferdinand Espig e Agnes Wilhelmina Neubert. Na casa pastoral. Nº 65.


08/10/1859 Andreas Schröder, solteiro, filho de Balthasar Schröder e Eva Elisabetha Pfanschmidt, de Schalkalden, morador da Picada Bom Jardim (Ivoti), c.c. Amalia Bertha Espig, solteira, filha de Karl Friedrich Espig e Auguste Wilhelmine Neuwerth, de Chemnitz, moradores de Nova Petrópolis. Nº 87.



Segunda Geração: Ernest Espig

Esse post é sobre os filhos do Carl Ferdinand Espig, ou seja, a segunda geração e suas proles.

Do Ernest Espig, é o que menos tenho informação. Segundo o Jari, ele se morou por um tempo em Itaqui até se fixar em São Francisco de Assis por meados de 1890.

Não tenho a arvore dos filhos dele ainda, assim que tiver mais detalhes posto aqui... informações são bem vindas :)


Segunda Geração: Carl Robert Espig

Esse post é sobre os filhos do Carl Ferdinand Espig, ou seja, a segunda geração e suas proles.

Continuo com o Robert Espig. Também não sei muito do paradeiro do Robert Espig, o que sei com certeza é que ele teve muitos, mas muitos filhos... 15 no total que achei, tudo pela região entre Nova Petropolis a Taquara... então se tu és Espig/Espich, é uma grande chance que ele seja teu tataravô.


Dos dados do censo de 1920, parece que a maioria dos filhos/netos do Robert tinham se dividido entre Passo Fundo e Taquara/Igrejinha. Dalí se espalhou pro estado do RS inteiro.


Eis a arvore do Robert. Não coloquei terceira geração a partir dele por falta de espaço, mas tenho dados dos seus netos também:




Segunda Geração: Carl Friedrich Espig

Esse post é sobre os filhos do Carl Ferdinand Espig, ou seja, a segunda geração e suas proles.

Começo pelo meu tataravô Carlos Espig. Pouco sei do paradeiro dele infelizmente, encontrei diversas informações sobre ele que as vezes se contradizem:


  • Se casou com Anna Maria Glanzmann em 04/10/1863 em Picada Café

Karl Espig, solteiro, filho de Karl Espig e Wilhelmine Neuwert, de Nova Petrópolis, c.c. Anna Maria Klenzmann, solteira, filha de Joseph Klenzmann e Elisabetha Schuster, de lá. Padrinhos: Anton Schuhmann, Hermann Bernstein.

  • Ele tinha terras em Nova Petrópolis tambem, pois havia dois Carl Espig com registro de lote lá em 1879.
  • Pelo o que achei até agora, todos os seus filhos foram acabar no Vale do Taquarí. Tem uma chance que ele também se mudou para a região e pode ter falecido por lá.
  • No nascimento do meu avô Arvin em 1913, meu bisavô Wilhelm declara o Carl Espich como residente em São Francisco de Assis, onde residia seu irmão Ernest. Porém, meu cordial amigo Jari não achou registros de óbito dele por lá.
  • Os filhos Wilhelm e Carl foram parar em Marques de Souza. As filhas em Teutônia e Lajeado, elas se converteram ao catolicismo em Lajeado onde foram batizadas. Pelo que achei, a mãe Anna Maria era católica, assim como a sua mãe Elisabetha Schuster. 
Eis a árvore:




sexta-feira, 3 de abril de 2015

Minha Arvore - Como cheguei lá

Olá,

Descobrir a minha árvore foi trabalho de detetive. Demorou alguns mêses, isso com a ajuda especial do meu amigo genealogista Cesar.

Até alguns anos atrás, eu achava que eu e meu irmão eram os últimos de uma linhagem. Procurava no Brasil inteiro por pessoas com sobrenome Spich e não achava ninguém. Dos Spich, não sabia de nada além do nome do meu avô Arvin e que ele era de Marques de Souza.

Fui então catar informações sobre meu avô Arvin. Sabia pouco dele, somente que ele se separou da minha avó quando meu pai era criança e sumiu pras bandas de Panambí, onde se casou novamente e teve outras filhas. Fuçando na internet, descobri uma dessas tias que me passou as informações do certificado de nascimento do Arvin. Alí constava:  
Nascido em Venâncio Aires; Filho de Guilherme e Geraldine Gross; Avós paternos Carlos e Maria; avós maternos: Augusto Gross e Catharina
Fui então em procurar informações sobre esse tal Guilherme(ou Wilhelm em alemão), filho de um Carlos e Maria. De cara, achei no google um blog sobre a história da Linha Orlando em Marques de Souza. Dizia:
...em 29 de agosto de 1919, na residência de João Stacke, foi dado o início de um movimento para a construção de uma igreja em terras doadas por Eduard Conrad. Wilhelm Espich foi o construtor contratado.
Alí aparece o sobrenome como Espich e não Spich... dei mais uma pesquisada na região e ví que tem varios Espich entre Lajeado e Marques... Com isso passei a procurar pela origem dos Espich. Procurei no FamilySearch os dados de Venâncio Aires e nada... ponto final...

Uma noite sem nada pra fazer, cliquei no FamilySearch sobre os registros católicos de Lajeado. Ler os registros scaneados um por um é dose, fui pra ultima página do livro de batismos de 1886 pra ver se tinha um índice. Não tinha indice, tava fechando a página já quando li no canto do nome dum batismo "Guilhermina Espich". Alí constava: 
Filho de Carlos Espich e Maria Griesfelder; Avós paternos:  ; avós maternos: José Griesfelder e Elisabeth Schuster
Um baita descobrimento pra mim. Esse era o registro de uma irmã do Guilherme, constando aí o sobrenome da Maria e o nome dos pais dela... mas e o nome dos pais do Carlos??? não acreditei que o padre foi preguiçoso de escrever o que eu mais procurava...

Procurando pela familia Espich na internet, achei o site do Stefan Espig. Alí ele menciona que as famílias Espig e Espich são as mesmas, o que é fato pois tem a mesma pronuncia em alemão. 

Isso me abriu uma nova ideia, procurei então por algum Carlos Espig vindo da Alemanha vindo pro RS. Em dois toques cheguei no registro do Carl Ferdinand Espig... mas sem mais informações, achei que não tinha nada a ver com minha familia, pois o cara tinha nascido em 1812, não ia ter filho em 1886. Alem disso o nome da esposa tambem era diferente e nenhum dos filhos se chamava Carlos... então encerrei alí o assunto...

Cerca de dois meses atrás, contatei meu amigo Cesar que praticamente achou toda a minha familia materna de origem italiana. Perguntei se ele me ajudaria e ele ja me retornou com um monte de novidades como sempre. Achou a entrada do Carl Espig em Porto Alegre e alí constava que o Friedrich de 21 anos na lista de Hamburgo era listado como Carlos de 21 anos.  Nem tinha pensado em nomes compostos, óbvio que o Carlos filho deveria se chamar Carl Friedrich...

Porém, não achei nenhum link desse Carlos Friedrich Espig com o Carlos Espich de Lajeado. Pra piorar a situação:

  • Procurando pela esposa dele, Griesfelder...não encontrei nenhuma entrada desse sobrenome no Brasil, aparentemente nem na alemanha, existe na suíça em maioria
  • O Carlos Friedrich Espig tinha 21 anos em 1858. Isso significa que ele teria 49 anos quando a filha Guilhermina nasceu em Lajeado... possível mas pouco provável.
Fuçando e fuçando mais ainda, achei um site chamado GenealogiaRS, que possui um vasto banco de dados sobre imigração alemã no RS. Um dos diretores, o Sr Nelio prontamente me respondeu e disse que havia registros sobre Espig/Espich. Paguei a taxa para emissão dos registros e alí encontrei duas peças pra completar o quebra cabeça:


REGISTRO de CASAMENTOS EVANGÉLICO de PICADA CAFÉ 14/10/1863 Karl Espig, solteiro, filho de Karl Espig e Wilhelmine Neuwert, de Nova Petrópolis, c.c. Anna Maria Klenzmann, solteira, filha de Joseph Klenzmann e Elisabetha Schuster, de lá. Padrinhos: Anton Schuhmann, Hermann Bernstein
e
REGISTRO de CASAMENTOS EVANGÉLICO de COLÔNIA TEUTÔNIA (P. von Grafen) 1
28/02/1887 Heinrich Werner, de Marburg, Alemanha, evangélico, com 48 anos de idade, filho legítimo de Georg Werner e sua esposa Catharine Kraft, c.c. Wilhelmine Espig, de [Nova] Petrópolis, São Leopoldo, com 18 anos de idade,filha legítima de Carl Espig e sua esposa Marie Kriegsfeller.

O primeiro é o registro de casamento do Carlos Friedrich Espig com a Maria Klenzmann, e não Griesfelder. Comparando o nome dos pais dela, bate com os dados de Lajeado. O nome dos pais dele bate com o Carl Ferdinand Espig. Logo, a mesma pessoa...bingo!

O segundo registro é do casamento da Guilhermina Espich. Isso me mostrou que o registro de batismo em Lajeado não foi de nascimento mas sim de conversão quando ela já era adulta. Creio que o Carl Friedrich Espig nunca morou em Lajeado, mas os filhos acabaram parando lá.

Chega de papo de detetive, mas ver Sherlock Holmes e Poirot ajudou bastante... eis minha arvore até esse momento:








Carl Ferdinand Espig - Mestre Tecelão em Chemnitz




Olá,

Começo esse blog com a primeira questão que surgiu pra mim: quem foi o tataravô que veio da Alemanha.

Se tu és Espig / Espich / Esbich / Spich ou qualquer coisa parecida com isso, posso te garantir que tu és descendente de Carl Ferdinand Espig.

Nessas ultimas semanas, descobrí algumas coisas sobre o nosso antepassado:
  • Ele era mestre-tecelão (Webermeister) em Chemnitz, Saxônia onde morava no distrito de Gablenz. Isso está regisrado no Adressbuch de Chemnitz de 1847.(http://adressbuecher.genealogy.net/entry/show/3618827)
                       
                            Chemnitz, em 1850
  • Era filho de Carl Friedrich Espig, que também era tecelão e morava no mesmo distrito.
  • Imigrou para o Brasil em 1858, partindo de Hamburgo no dia 01/06/1858 a bordo do navio Maria II com destino ao Rio Grande do Sul. Abaixo o registro da familia na lista de passageiros original:


  • Partiu de Rio Grande para Porto Alegre a bordo do vapor Continentalista em  18/08/1858. 
  • Em Porto Alegre, foi listado a entrada com direção a recem criada colonia de Nova Petropolis:
ESPIG, Carlos, 46, cas., prot.; pruss.;
Augusta, 44, cas.;
Amalia, 26;
Carlos, 21;
Inez, 15;
Roberto, 11;
Ernesto, 7;
Frederico, 9m;

Conversei com o Stefan da Alemanha que fez a genealogia dos Espig na região. Ele gentilmente foi até Chemnitz e confirmou  os registros de nascimento de toda a família imigrante, com exceção dos ultimos 3 filhos pois os registros foram extraviados:

Marido: Carl* Ferdinand ESPIG
Nascimento: Cal. 1812 em Chemnitz 
Casamento: 26.10.1834 em Chemnitz
Pai: Carl Friedrich ESPIG

Esposa: Auguste Wilhelmine Neubert
Nascimento: Cal. 1814 em Chemnitz 
Pai: Christian Gottlob NEUBERT

Filhos:
Nome: Auguste Emilie ESPIG
Nascimento: 15.06.1833 em Chemnitz
Batizado: 23.06.1833 em Chemnitz

Nome: Amalie Theresie ESPIG
Nascimento: 03.01.1835 em Chemnitz 
Batizado: 05.01.1835 em Chemnitz

Nome: Amalie Bertha ESPIG
Nascimento: 20.04.1836 em Chemnitz 
Batizado: 24.04.1836 em Chemnitz

Nome: Carl Friedrich* ESPIG
Nascimento: 09.06.1837 em Chemnitz 
Batizado: 18.06.1837 em Chemnitz

Nome: Emilie Henriette ESPIG
Nascimento: 21.03.1839 em Chemnitz 
Batizado: 26.03.1839 em Chemnitz

Nome: Amalie Agnes* ESPIG
Nascimento: 12.07.1843 em Chemnitz 
Batizado: 16.07.1843 em Chemnitz

Nome: Karl Robert ESPIG
Nascimento: Cal. 1847 em Chemnitz
Batizado:

Nome: Ernest Friedrich ESPIG
Nascimento: Cal. 1851 em Chemnitz
Batizado:

Nome: August Friedrich ESPIG
Nascimento: Cal. 08.1857 em Chemnitz 
Batizado: