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domingo, 12 de abril de 2015

A origem dos Espig na Alemanha


Há muitos anos atrás, o nosso parente de longe Stefan Espig criou o arquivo da familia Espig, onde ele reuniu muitas informações genealógicas, desde brasões, linhagens, origens e histórias da familia. A página é em alemão mas o Google ajuda na tradução pra portugues:



Das muitas informações alí, fala sobre a origem do nome Espig que é incerta. 
Uma das possiveis origens diz que o nome Espig vem de "Espan", que significa "lugar que serve de pasto". Assim os moradores da vila do pasto foram chamados de "Espig". Isso é suportado pela geografia da região, onde há vários bosques coberto com prados na alta e baixa saxônia, onde há outras cidade chamada "Aue", que se traduz como "várzea".

Mas a palavra "Espen" por outro lado se refere a uma árvore muito conhecida na europa, o Álamo (Populus tremula). Com isso, o nome "Espig" pode ser derivado de pessoas relacionadas ao povo dos bosques de àlamo.



O sobrenome Espig/Espich foi mencionado pela primeira vez em 1431, como habitantes das montanhas Erzgebirge, na fronteira com a atual Republica Tcheca. O sobrenome também é mencionado em 1462 nos registros "Liber benefactorum" do mosteiro franciscano de Zwickau.


Um registro de brasão foi feito por Michael, o primogênito, Espig (Espich), que viveu de 1567 a 1634 em Lauter. Era juíz e proprietário de terras em Lauter, filho de Lorenz Espich, senhorio de Bockau.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Segunda Geração: August Espig


Dos filhos do Carl Ferdinand, o August é o maior enigma.  Na lista do navio de 1858 aparece um August com 7 meses, com um comentario "bebê" do lado... até aí tudo bem...

A questão é que esse bebê não aparece em nenhum outro registro depois no RS, nem como falecido nem como padrinho de nenhum outro Espig...


Por outro lado, em Santa Catarina na cidade de Luis Alves, por volta do fim do século XIX temos registros de vários Espig alí registrados, todos netos de August Espig, filho de Carl Espig e Augusta Neubert; e Ernestina/Guilhermina Schubert.

O Cesar fuçou todos os registros de Luis Alves, achou o óbito tanto do Augusto quanto da esposa e filhos por lá. É declarado que ele faleceu em 1904 com 70 anos. Isso coloca ele como nascido em 1834...  Porém em Chemnitz, o Stefan não achou registros de nenhum August filho desse casal por essas datas...


Creio que datas estão incorretas,de qualquer maneira temos uma historia mal contada aí que creio que alguem vai responder um dia esse mistério... mas vamos aos fatos, eis os Espig de Santa Catarina:






Segunda Geração: As filhasde Carl Ferdinand Espig


O Carl Ferdinand Espig chegou no Brasil com duas filhas Amalia, a Bertha e a Agnes.

A unica coisa que encontrei delas são os registros de casamentos das duas, ambos na Picada 48:



17/10/1858 Johann Andreas Colling, filho de Daniel Colling e Magdalena Derdinger, falecida, natural de Saarlouis, c.c. Amalia Agnes Espig, filha de Carl Ferdinand Espig e Agnes Wilhelmina Neubert. Na casa pastoral. Nº 65.


08/10/1859 Andreas Schröder, solteiro, filho de Balthasar Schröder e Eva Elisabetha Pfanschmidt, de Schalkalden, morador da Picada Bom Jardim (Ivoti), c.c. Amalia Bertha Espig, solteira, filha de Karl Friedrich Espig e Auguste Wilhelmine Neuwerth, de Chemnitz, moradores de Nova Petrópolis. Nº 87.



Segunda Geração: Ernest Espig

Esse post é sobre os filhos do Carl Ferdinand Espig, ou seja, a segunda geração e suas proles.

Do Ernest Espig, é o que menos tenho informação. Segundo o Jari, ele se morou por um tempo em Itaqui até se fixar em São Francisco de Assis por meados de 1890.

Não tenho a arvore dos filhos dele ainda, assim que tiver mais detalhes posto aqui... informações são bem vindas :)


Segunda Geração: Carl Robert Espig

Esse post é sobre os filhos do Carl Ferdinand Espig, ou seja, a segunda geração e suas proles.

Continuo com o Robert Espig. Também não sei muito do paradeiro do Robert Espig, o que sei com certeza é que ele teve muitos, mas muitos filhos... 15 no total que achei, tudo pela região entre Nova Petropolis a Taquara... então se tu és Espig/Espich, é uma grande chance que ele seja teu tataravô.


Dos dados do censo de 1920, parece que a maioria dos filhos/netos do Robert tinham se dividido entre Passo Fundo e Taquara/Igrejinha. Dalí se espalhou pro estado do RS inteiro.


Eis a arvore do Robert. Não coloquei terceira geração a partir dele por falta de espaço, mas tenho dados dos seus netos também:




Segunda Geração: Carl Friedrich Espig

Esse post é sobre os filhos do Carl Ferdinand Espig, ou seja, a segunda geração e suas proles.

Começo pelo meu tataravô Carlos Espig. Pouco sei do paradeiro dele infelizmente, encontrei diversas informações sobre ele que as vezes se contradizem:


  • Se casou com Anna Maria Glanzmann em 04/10/1863 em Picada Café

Karl Espig, solteiro, filho de Karl Espig e Wilhelmine Neuwert, de Nova Petrópolis, c.c. Anna Maria Klenzmann, solteira, filha de Joseph Klenzmann e Elisabetha Schuster, de lá. Padrinhos: Anton Schuhmann, Hermann Bernstein.

  • Ele tinha terras em Nova Petrópolis tambem, pois havia dois Carl Espig com registro de lote lá em 1879.
  • Pelo o que achei até agora, todos os seus filhos foram acabar no Vale do Taquarí. Tem uma chance que ele também se mudou para a região e pode ter falecido por lá.
  • No nascimento do meu avô Arvin em 1913, meu bisavô Wilhelm declara o Carl Espich como residente em São Francisco de Assis, onde residia seu irmão Ernest. Porém, meu cordial amigo Jari não achou registros de óbito dele por lá.
  • Os filhos Wilhelm e Carl foram parar em Marques de Souza. As filhas em Teutônia e Lajeado, elas se converteram ao catolicismo em Lajeado onde foram batizadas. Pelo que achei, a mãe Anna Maria era católica, assim como a sua mãe Elisabetha Schuster. 
Eis a árvore:




sexta-feira, 3 de abril de 2015

Minha Arvore - Como cheguei lá

Olá,

Descobrir a minha árvore foi trabalho de detetive. Demorou alguns mêses, isso com a ajuda especial do meu amigo genealogista Cesar.

Até alguns anos atrás, eu achava que eu e meu irmão eram os últimos de uma linhagem. Procurava no Brasil inteiro por pessoas com sobrenome Spich e não achava ninguém. Dos Spich, não sabia de nada além do nome do meu avô Arvin e que ele era de Marques de Souza.

Fui então catar informações sobre meu avô Arvin. Sabia pouco dele, somente que ele se separou da minha avó quando meu pai era criança e sumiu pras bandas de Panambí, onde se casou novamente e teve outras filhas. Fuçando na internet, descobri uma dessas tias que me passou as informações do certificado de nascimento do Arvin. Alí constava:  
Nascido em Venâncio Aires; Filho de Guilherme e Geraldine Gross; Avós paternos Carlos e Maria; avós maternos: Augusto Gross e Catharina
Fui então em procurar informações sobre esse tal Guilherme(ou Wilhelm em alemão), filho de um Carlos e Maria. De cara, achei no google um blog sobre a história da Linha Orlando em Marques de Souza. Dizia:
...em 29 de agosto de 1919, na residência de João Stacke, foi dado o início de um movimento para a construção de uma igreja em terras doadas por Eduard Conrad. Wilhelm Espich foi o construtor contratado.
Alí aparece o sobrenome como Espich e não Spich... dei mais uma pesquisada na região e ví que tem varios Espich entre Lajeado e Marques... Com isso passei a procurar pela origem dos Espich. Procurei no FamilySearch os dados de Venâncio Aires e nada... ponto final...

Uma noite sem nada pra fazer, cliquei no FamilySearch sobre os registros católicos de Lajeado. Ler os registros scaneados um por um é dose, fui pra ultima página do livro de batismos de 1886 pra ver se tinha um índice. Não tinha indice, tava fechando a página já quando li no canto do nome dum batismo "Guilhermina Espich". Alí constava: 
Filho de Carlos Espich e Maria Griesfelder; Avós paternos:  ; avós maternos: José Griesfelder e Elisabeth Schuster
Um baita descobrimento pra mim. Esse era o registro de uma irmã do Guilherme, constando aí o sobrenome da Maria e o nome dos pais dela... mas e o nome dos pais do Carlos??? não acreditei que o padre foi preguiçoso de escrever o que eu mais procurava...

Procurando pela familia Espich na internet, achei o site do Stefan Espig. Alí ele menciona que as famílias Espig e Espich são as mesmas, o que é fato pois tem a mesma pronuncia em alemão. 

Isso me abriu uma nova ideia, procurei então por algum Carlos Espig vindo da Alemanha vindo pro RS. Em dois toques cheguei no registro do Carl Ferdinand Espig... mas sem mais informações, achei que não tinha nada a ver com minha familia, pois o cara tinha nascido em 1812, não ia ter filho em 1886. Alem disso o nome da esposa tambem era diferente e nenhum dos filhos se chamava Carlos... então encerrei alí o assunto...

Cerca de dois meses atrás, contatei meu amigo Cesar que praticamente achou toda a minha familia materna de origem italiana. Perguntei se ele me ajudaria e ele ja me retornou com um monte de novidades como sempre. Achou a entrada do Carl Espig em Porto Alegre e alí constava que o Friedrich de 21 anos na lista de Hamburgo era listado como Carlos de 21 anos.  Nem tinha pensado em nomes compostos, óbvio que o Carlos filho deveria se chamar Carl Friedrich...

Porém, não achei nenhum link desse Carlos Friedrich Espig com o Carlos Espich de Lajeado. Pra piorar a situação:

  • Procurando pela esposa dele, Griesfelder...não encontrei nenhuma entrada desse sobrenome no Brasil, aparentemente nem na alemanha, existe na suíça em maioria
  • O Carlos Friedrich Espig tinha 21 anos em 1858. Isso significa que ele teria 49 anos quando a filha Guilhermina nasceu em Lajeado... possível mas pouco provável.
Fuçando e fuçando mais ainda, achei um site chamado GenealogiaRS, que possui um vasto banco de dados sobre imigração alemã no RS. Um dos diretores, o Sr Nelio prontamente me respondeu e disse que havia registros sobre Espig/Espich. Paguei a taxa para emissão dos registros e alí encontrei duas peças pra completar o quebra cabeça:


REGISTRO de CASAMENTOS EVANGÉLICO de PICADA CAFÉ 14/10/1863 Karl Espig, solteiro, filho de Karl Espig e Wilhelmine Neuwert, de Nova Petrópolis, c.c. Anna Maria Klenzmann, solteira, filha de Joseph Klenzmann e Elisabetha Schuster, de lá. Padrinhos: Anton Schuhmann, Hermann Bernstein
e
REGISTRO de CASAMENTOS EVANGÉLICO de COLÔNIA TEUTÔNIA (P. von Grafen) 1
28/02/1887 Heinrich Werner, de Marburg, Alemanha, evangélico, com 48 anos de idade, filho legítimo de Georg Werner e sua esposa Catharine Kraft, c.c. Wilhelmine Espig, de [Nova] Petrópolis, São Leopoldo, com 18 anos de idade,filha legítima de Carl Espig e sua esposa Marie Kriegsfeller.

O primeiro é o registro de casamento do Carlos Friedrich Espig com a Maria Klenzmann, e não Griesfelder. Comparando o nome dos pais dela, bate com os dados de Lajeado. O nome dos pais dele bate com o Carl Ferdinand Espig. Logo, a mesma pessoa...bingo!

O segundo registro é do casamento da Guilhermina Espich. Isso me mostrou que o registro de batismo em Lajeado não foi de nascimento mas sim de conversão quando ela já era adulta. Creio que o Carl Friedrich Espig nunca morou em Lajeado, mas os filhos acabaram parando lá.

Chega de papo de detetive, mas ver Sherlock Holmes e Poirot ajudou bastante... eis minha arvore até esse momento:








Carl Ferdinand Espig - Mestre Tecelão em Chemnitz




Olá,

Começo esse blog com a primeira questão que surgiu pra mim: quem foi o tataravô que veio da Alemanha.

Se tu és Espig / Espich / Esbich / Spich ou qualquer coisa parecida com isso, posso te garantir que tu és descendente de Carl Ferdinand Espig.

Nessas ultimas semanas, descobrí algumas coisas sobre o nosso antepassado:
  • Ele era mestre-tecelão (Webermeister) em Chemnitz, Saxônia onde morava no distrito de Gablenz. Isso está regisrado no Adressbuch de Chemnitz de 1847.(http://adressbuecher.genealogy.net/entry/show/3618827)
                       
                            Chemnitz, em 1850
  • Era filho de Carl Friedrich Espig, que também era tecelão e morava no mesmo distrito.
  • Imigrou para o Brasil em 1858, partindo de Hamburgo no dia 01/06/1858 a bordo do navio Maria II com destino ao Rio Grande do Sul. Abaixo o registro da familia na lista de passageiros original:


  • Partiu de Rio Grande para Porto Alegre a bordo do vapor Continentalista em  18/08/1858. 
  • Em Porto Alegre, foi listado a entrada com direção a recem criada colonia de Nova Petropolis:
ESPIG, Carlos, 46, cas., prot.; pruss.;
Augusta, 44, cas.;
Amalia, 26;
Carlos, 21;
Inez, 15;
Roberto, 11;
Ernesto, 7;
Frederico, 9m;

Conversei com o Stefan da Alemanha que fez a genealogia dos Espig na região. Ele gentilmente foi até Chemnitz e confirmou  os registros de nascimento de toda a família imigrante, com exceção dos ultimos 3 filhos pois os registros foram extraviados:

Marido: Carl* Ferdinand ESPIG
Nascimento: Cal. 1812 em Chemnitz 
Casamento: 26.10.1834 em Chemnitz
Pai: Carl Friedrich ESPIG

Esposa: Auguste Wilhelmine Neubert
Nascimento: Cal. 1814 em Chemnitz 
Pai: Christian Gottlob NEUBERT

Filhos:
Nome: Auguste Emilie ESPIG
Nascimento: 15.06.1833 em Chemnitz
Batizado: 23.06.1833 em Chemnitz

Nome: Amalie Theresie ESPIG
Nascimento: 03.01.1835 em Chemnitz 
Batizado: 05.01.1835 em Chemnitz

Nome: Amalie Bertha ESPIG
Nascimento: 20.04.1836 em Chemnitz 
Batizado: 24.04.1836 em Chemnitz

Nome: Carl Friedrich* ESPIG
Nascimento: 09.06.1837 em Chemnitz 
Batizado: 18.06.1837 em Chemnitz

Nome: Emilie Henriette ESPIG
Nascimento: 21.03.1839 em Chemnitz 
Batizado: 26.03.1839 em Chemnitz

Nome: Amalie Agnes* ESPIG
Nascimento: 12.07.1843 em Chemnitz 
Batizado: 16.07.1843 em Chemnitz

Nome: Karl Robert ESPIG
Nascimento: Cal. 1847 em Chemnitz
Batizado:

Nome: Ernest Friedrich ESPIG
Nascimento: Cal. 1851 em Chemnitz
Batizado:

Nome: August Friedrich ESPIG
Nascimento: Cal. 08.1857 em Chemnitz 
Batizado: